La Mante, grande
Data 1946 - 1951
Técnica Bronze
Dimensões 168 x 72 x 72 cm
ID Inventário UID 102-482
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La Mante [A louva-a-deus], uma das esculturas mais célebres de Germaine Richier, tanto pelo tema como pela técnica, foi criada em 1946. Existe uma versão «média» em bronze, com 69 cm de altura (como a do Von-der-Heydt Museum de Wuppertal, La Mante prêcheuse [A louva-a-deus pregadora]), e uma «grande», também em bronze, com 130 cm de altura, moldada em 1951 (tal como o exemplar da Coleção Berardo, tiragem 1/11, ou a do Museu de Escultura de Antuérpia). Trata-se do inseto fetiche da escultora que, aliás, deu o título ao artigo de Arnaud Spire «Germaine Richier ou la stratégie de la mante réligieuse» [Germaine Richier ou a estratégia da louva-a-deus]» (L’Humanité, 9 de maio de 1996). Germaine Richier utiliza uma técnica expressionista para representar este inseto, criatura assustadora e agressiva, numa pose humana. Percebemos, através do bronze, o seu trabalho sobre a terra, batida, triturada, amassada, mas também a sua aversão pelo cheio e o liso. Na sua última escultura, La Montagne [A montanha], de 1956, retoma a ideia da louva-a-deus para uma das duas personagens, a fim de representar o agressor.

André Cariou
Adquirido à artista em 1951; coleção Chris e Lucila Engels, Curaçao; adquirido na Christie’s, Londres, 1 de dezembro de 1994.