Relief; Rythms
Data 1932
Técnica Óleo e gesso sobre tela montado sobre fibra (Masonite)
Dimensões 100.3 x 81 cm
ID Inventário UID 102-156
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Em 1930, Delaunay regressa à abstração, retomando a forma de discos que abandonara em 1912-1914. Os seus Rythmes, joie de vivre [Ritmos, alegria de viver] exprimem grande mestria. Efetua pesquisas sobre a integração da pintura na arquitetura, sobre a noção de universo ilimitado. Os trabalhos para o Salon de Paul Viard serão ocasião para experimentar os primeiros relevos. Para fazer face aos efeitos atmosféricos do exterior, experimenta novos materiais pictóricos: gesso pintado, areia, cimento, cortiça, fibrocimento, mosaico, pedra lacada… Nesta obra, dois pequenos círculos, feitos de madeira, surgem em relevo. As suas pesquisas, formalizadas por Jean Cassou, em «Robert Delaunay et la plastique murale en couleurs» (artigo publicado em Art et Décoration, em março de 1935), culminaram nas grandes peças decorativas da Exposição Internacional de 1937, em Paris. Embora tardia, esta obra traduz perfeitamente o espírito do orfismo: sol, lua, planetas.
AC
Adquirido na Christie’s, Nova Iorque, 17 de novembro de 1999.