Interior with Restful Paintings
Data 1991
Técnica Óleo e Magna (acrílico) sobre tela
Dimensões 300.5 x 292.4 x 6.5 cm
ID Inventário UID 102-337
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A partir de 1957, Lichtenstein começa a utilizar imagens do Rato Mickey, do Pato Donald e do Pernalonga (Bugs Bunny) nas suas pinturas. Em 1961, alarga as suas «apropriações» a diferentes imagens da cultura popular norte-americana: bolas de golfe, cortinas, fatias de tarte, cachorros quentes e formas e elementos da banda desenhada. Após 1962, expõe na galeria Leo Castelli. Max Kozloff, o primeiro a aproximar Dine, Oldenburg, Rosenquist e Lichtenstein, publica um importante artigo, intitulado «Pop’ Culture, Metaphysical Disgust, and the New Vulgarians». Lichtenstein retrabalha, igualmente, imagens da arte moderna, de Picasso a Mondrian, passando por Claude Monet. Em 1969, conhece a consagração, com uma retrospetiva no Museu Guggenheim. As três décadas seguintes são igualmente marcadas pela experimentação de novas formas, como as «Mirror Paintings» [Pinturas espelhos], círculos ou ovais, com cores e um sistema de trama de pontos. A Coleção Berardo conserva um «Mirror» de 1971. O grande «Interior» pertence à série «Interiors, Late» [Interiores, Tardios], obras de grande formato cujos títulos fazem alusão às obras incluídas no próprio quadro, penduradas por cima da cama ou, como neste caso, do sofá da sala. Esta série foi objeto de uma exposição na galeria Leo Castelli, de Nova Iorque, em 1992. No final da sua longa carreira, Lichtenstein criou numerosas obras monumentais para o espaço público.
J-FC
Leo Castelli Gallery, Nova Iorque; Laura Carpenter Fine Art, Santa Fe, July 1993; Ginny WIlliams Collection, Denver; Christie's Nova Iorque, 16 de Maio de 2001