Royal Tide, Dawn
Data 1960 - 1964
Técnica Tinta dourada sobre madeira
Dimensões 231.1 x 160 x 27 cm
ID Inventário UID 102-407
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«Depois disto, houve o ouro. O ouro; vejam, uma espécie de terra. É como o sol, como a lua, o ouro. Há mais ouro na natureza do que imaginamos, cada dia, com efeito, os raios de sol transformam o que tocam em ouro. [...] O ouro é um metal que reflete o grande sol. Quando o usamos, representa a essência daquilo a que chamamos a realidade do universo. Assim, penso que o ouro chegou a mim de uma maneira totalmente natural, depois do preto e do branco. Na verdade, foi para mim um regresso aos elementos: a sombra, a luz, o sol, a lua.» (Louise Nevelson, Aubes et crépuscules, Éditions des Femmes, Paris, 1983, p. 175). Royal Tide [Maré real] é o nome dado a uma nova série de caixas, uma dúzia, que pinta com tinta dourada a fim de imitar o ouro. A primeira obra data de 1960 (coleção Peter and Beverly Lipman), a segunda de 1961-1963 (Whitney Museum of American Art, Nova Iorque). A grande obra da Tate Modern, em Londres, An American Tribute to the British People [Um tributo americano ao povo britânico], de 1960-1964, também pertence a esta série. Para uma peça destas dimensões, Louise Nevelson utiliza «caixas» existentes, que junta. Daí as datas diferentes, neste caso 1960 e 1964.
AC
The Pace Gallery, Nova Iorque; adquirida na Christie’s, Nova Iorque, 9 de novembro de 1993.