Ciclo de conversas: trazer a margem para o centro: Identidade queer na Coleção Berardo

Ciclo de conversas: trazer a margem para o centro: Identidade queer na Coleção Berardo
22/06/2019
Horário: 
16:00
Conceção: 
Andreia Coutinho
Laura Sequeira Falé
Maribel Mendes Sobreira
Orientação: 
Andreia Coutinho
Laura Sequeira Falé
Maribel Mendes Sobreira
Máximo: 
25 pax
Preço: 
Conversas
0,00 €
Ciclo de conversas: trazer a margem para o centro: Identidade queer na Coleção Berardo
22/06/2019
Horário: 
16:00
Conceção: 
Andreia Coutinho
Laura Sequeira Falé
Maribel Mendes Sobreira
Orientação: 
Andreia Coutinho
Laura Sequeira Falé
Maribel Mendes Sobreira
Máximo: 
25 pax
Preço: 
Conversas
0,00 €
Corpo de texto: 

O movimento #metoo abalou a forma como se olha o meio artístico mundial. A título de exemplo, veja-se Nanette, de Hannah Gadsby, na qual a comediante põe o dedo na ferida e analisa como a história da arte encobre a pessoa e eleva o génio.
Pensar assim a arte implica escolhas museológicas e urbanas. Estas, aliadas às questões coloniais, interseccionais e de género, levam a um impasse e a um exercício de reflexão. Põem-se em debate as narrativas instituídas de uma arte baseada em ideias hegemónicas e normativas, que preconcebeu os papéis de cada um na construção da cultura. Algumas práticas artísticas ancoraram-se em categorias ultrapassadas que construíram o seu imaginário com base numa cultura normativa sem referente. Numa época em constante mudança, devemos formular novos discursos para construir categorias que integrem a diferença sem estranheza.

Partindo da Coleção Berardo, pretendemos com esta segunda conversa revisitar e reenquadrar numa história queer algumas obras e artistas — por exemplo Duchamp, Bacon e Warhol, entre outros.
A orientação sexual importa? Podemos associar artistas não-queer ao universo queer? A orientação sexual, a identidade de género e o género dos indivíduos não são resultado das suas configurações biológicas. O pós-estruturalismo, em geral, e os estudos queer, em particular, dão visibilidade às orientações sexuais e identidades de género a partir de construções sociais. Isto significa que o ambiente social em que os indivíduos estão inseridos condiciona a sua expressão. A história do ocidente é construída em torno de uma perspetiva heterossexual e cis-génera, hetero-cis-sexualizando as suas instituições, os seus discursos e os seus direitos. O discurso acerca da história da arte não foge a esta regra, e o passado queer, homossexual, transgénero ou transformista de alguns artistas ou obras de arte está por explorar.

 

Conceção e orientação: Maribel Sobreira, Andreia Coutinho e Laura Falé

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