Calendário de Exposições 2018 - Museu Coleção Berardo

Calendário de Exposições 2018 - Museu Coleção Berardo
07/12/2017
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Em 2018, o Museu Coleção Berardo irá apresentar 7 exposições temporárias, a par da exposição permanente Coleção Berardo (1900-2010). 

 

Calendário de Exposições 2018
Museu Coleção Berardo

21 fevereiro a 26 de agosto 2018
João Miguel Barros. Photo – Metragens

28 fevereiro a 3 de junho 2018
No Place Like Home

22 de março a 2 de setembro 2018
Linha, Forma e Cor. Obras da Coleção Berardo

5 de julho a 8 de outubro 2018
Pieter Hugo. Between the Devil and the Blue Sea

20 de setembro 2018 a 6 de janeiro 2019
Marcelo Brodsky. Fogo das Ideias

11 de outubro 2018 a 10 de fevereiro de 2019
Quel Amour!?

8 de novembro 2018 a 10 de março 2019
John Akomfrah. Purple

 

 

João Miguel Barros
Photo – Metragens
21 fevereiro a 3 de junho 2018

Photo-Metragens é um conjunto de short stories, construído a partir de insignificâncias que a vida nos revela. Pode ver-se como quem lê um livro de contos, independentes um dos outros. Photo-Metragens faz parte de um roteiro pré-concebido, assumindo o propósito de mostrar pequenas estórias a partir do nada, do quase-nada, de coisa pouca, mas ciente que cada uma delas contém um universo de complexidades. A maioria destas fotografias não procura uma perspetiva espetacular do mundo em que vivemos. Nalguns casos são apenas exercícios onde se constrói uma ação ou sequência em movimento, na convicção de que a compreensão da vida não se faz apenas de histórias excepcionais, mas também das percepções visuais com sentido de identificação de nós próprios. Photo-Metragens é, em síntese, um exercício de visibilidade para algumas das múltiplas invisibilidades que constantemente se atropelam em frente dos nossos olhos.

Curador: O próprio artista
Produção: Museu Coleção Berardo

 

 

No Place Like Home
28 fevereiro a 3 de junho

Comemorando o centenário da Fonte de Marcel Duchamp em 2017, No Place Like Home examina a forma como os artistas do século passado incorporaram e transformaram objetos domésticos, do quotidiano, nas suas obras, de forma a subverter as suas funções e os seus significados quotidianos. No Place Like Home expõe os objetos artísticos nas salas do Museu, cujo layout transformou em uma “quase-casa” dentro do Museu, explorando o que acontece se devolvemos a um objeto transformado a sua função “natural”, criando assim uma experiência que estimula novas reflexões sobre as conexões entre a arte e o seu contexto. Nesta exposição estão incluídas obras de artistas que vão de Marcel Duchamp, Man Ray, Claes Oldenburg e Andy Warhol, a Louise Bourgeois, Mona Hatoum, Yayoi Kusama e Alina Szapocznikow, que desencadeiam novos pensamentos e perspetivas sobre o familiar.

Curadora: Adina Kamien-Kazhdan
Coprodução: Israel Museum, Jerusalem e Museu Coleção Berardo

 

Linha, Forma e Cor - Obras da Coleção Berardo
22 de março a 02 de setembro 2018

Nesta exposição serão apresentadas obras de arte não figurativas que dão prioridade à linha, forma e cor, elementos que podem ser considerados os principais blocos de construção da arte abstrata desde o início do século XX. Os artistas icónicos associados a estes componentes da abstração incluem Piet Mondrian, Kazimir Malevich, Vladimir Tatlin, Ellsworth Kelly, entre outros. 

Curadores: Rita Lougares e Jorge André Catarino
Produção: Museu Coleção Berardo

 

Pieter Hugo
Between the Devil and the Blue Sea

27 de junho a 8 de outubro 2018

O que nos divide e o que nos une? Como é que as pessoas de todas as raças vivem com a sombra das suas culturas? Repressão ou domínio político? O fotógrafo Pieter Hugo (1976, Joanesburgo), criado na África do Sul pós-colonial, onde testemunhou o fim oficial do Apartheid em 1994, interessa-se especialmente por captar com a sua câmara todas as dissonâncias sociais, não apenas no seu país natal, mas também em lugares como Ruanda, Nigéria, Gana e China. Interessa-se particularmente pelas subculturas societárias, pelo o fosso entre o ideal e a realidade. Pieter Hugo explora todas essas questões nos seus retratos, nas cenas do quotidiano e nas suas paisagens. Esta exposição apresenta uma visão abrangente das suas séries com as quais o artista obteve o reconhecimento internacional.

Curadora: Uta Ruhkamp
Coprodução: Kunstmuseum e Museu Coleção Berardo

 

 

Marcelo Brodsky. O Fogo das Ideias
20 de setembro 2018 a 6 de janeiro 2019

Com a exposição individual 1968: O Fogo das Ideias, Marcelo Brodsky, artista e ativista argentino, apresenta a sua obra artística pela primeira vez em Portugal.
Em conformidade com a prática de investigação documental de Brodsky, esta exposição revela momentos de manifestação social ocorridos nos anos 60 que permitem um melhor entendimento do terror então vivido na Argentina — país natal do artista, do qual este esteve exilado até ao final da ditadura. São imagens vindicativas,
que nos inserem na Poor People’s March, em Washington, nas manifestações contra a Guerra do Vietname que ocorreram em Berlim, Londres ou Tóquio, ou mesmo nas diversas manifestações e campanhas estudantis contra as estruturas governamentais, que tomaram lugar no Brasil, na Argentina, em França e em Portugal. Estas obras de
Marcelo Brodsky são justapostas com publicações e obras videográficas de coleções portuguesas, assim permitindo um entendimento contextual destes momentos que gritaram por um mundo mais justo.
Nas comemorações dos 50 anos da luta dos trabalhadores e estudantes (1968-2018), esta exposição incita uma reflexão sobre as batalhas e os desejos nos quais as nossas vozes nunca poderão ser silenciadas.

Curadora: Inês Valle
Produção: Museu Coleção Berardo

 

Quel Amour!?
3 de outubro 2018 a 3 de fevereiro de 2019

Que amor!? É uma exposição que reúne trabalhos de artistas para os quais a sua inspiração é o Amor. Amor como fonte de inspiração, como motivação, matriz ou apenas alusão. O Amor será o denominador comum das obras que integram a exposição e permitirá a convivência e coincidência de artistas de diferentes culturas e gerações. O amor será uma força unificadora. A seleção de artistas que se propõe será internacional porque, o sentimento do amor é universal, embora a sua evocação e sua forma de se manifestar varie de acordo com culturas e civilizações. O Amor no Ocidente é percebido de forma diferente do Oriente, do Extremo Oriente, do Norte da África ou do Sahara... O Amor, a partilha e a imaginação são provavelmente um dos fundamentos das nossas alteridades frutíferas

Curador: Eric Corne
Coprodução: Musée d’Art Contemporain, Marseille e Museu Coleção Berardo

 

John Akomfrah
Purple
 7 de novembro 2018 a 10 de março 2019

Purple é uma instalação em seis ecrãs sobre o Antropoceno: o período que se define pela significativa influência humana sobre a geologia e os ecossistemas da Terra. Dando seguimento à instalação em três ecrãs (Vertigo Sea) realizada para a Bienal de Veneza de 2015, Purple é a segunda iteração do trabalho de John Akomfrah sobre as implicações ao nível planetário das alterações climáticas. Concebido como seis movimentos, ou capítulos, inter-relacionados, Purple será coreografado como seis meditações sobre aquilo que a filósofa Jane Bennett denominou “as aventuras da matéria vibrante”. Num tom poético, prossegue na senda da injunção de Bennett para que pensemos sobre as formas complexas como os objetos orgânicos e inorgânicos se relacionam uns com os outros na nossa frágil ecologia do Antropoceno. Misturando cenas originais filmadas com imagens de arquivo recolhidas em localidades de todo o mundo, fundindo temas provenientes da antiguidade com temas modernos, Purple será aquilo a que o compositor alemão Paul Hindemith chamou de “poema tonal”: uma elegia a tempo(s) perdido(s) e uma ode a um futuro incerto. 

Produção: Smoking Dogs Films
Em associação: com Barbican Art Gallery, London; Bildmuseet, Sweden e Museu Coleção Berardo