Lászlo Moholy-Nagy
Ano, local de nascimento 1895, Hungria
Ano, local de morte 1946, Estados Unidos
Nacionalidade Estados Unidos
László Moholy-Nagy começa por estudar direito e depois letras na Universidade de Budapeste. Durante a guerra, começa a desenhar. Em convalescença em Budapeste, no seguimento de um ferimento na frente russa [durante a Primeira Guerra Mundial], começa a publicar poemas na revista Jelenkov. No fim da guerra, abandona os estudos de direito para frequentar à noite a Escola de Arte Livre de Budapeste. Entra então em contacto com os meios da vanguarda.
No fim de 1919, vai para Viena onde vê trabalhos de Kasimir Malevich, El Lissitsky e Naum Gabo. No ano seguinte está em Berlim. A sua pintura torna-se abstrata, influenciada pelo construtivismo russo, tanto na forma como no espírito. Aproxima-se também dos dadaístas berlinenses. Faz colagens e experimenta técnicas fotográficas como o fotograma. Em 1922 expõe (relevos em metal, entre outros) nos espaços da Galerie Der Sturm em Berlim. Ligado à redação e à conceção gráfica da revista Ma, aí publica com Lajos Kassak uma antologia da arte e da literatura moderna intitulada O Livro dos Novos Artistas. Começa então a trabalhar no projeto de escultura cinética Lichtrequisit Einer Elektrischen Bühne ou Licht-Raum-Modulator [Modulador espaço-luz] que produz sombras abstratas.
A sua exposição permite-lhe conhecer Walter Gropius, diretor da Bauhaus em Weimar. Em 1923, Moholy-Nagy torna-se ali professor orientando o curso de iniciação e o atelier do metal, em substituição de Johannes Itten. Experimentador incansável – fazendo pesquisas sobre fotografia, cinema, cartazes, design, cenografia, tipografia e os novos materiais como o alumínio, o celuloide, plásticos, a pintura à pistola... – até 1928 traz muito a este «Instituto das Artes e Ofícios» em Weimar e depois em Dessau. As suas pesquisas são acompanhadas da edição de catorze livros notáveis, os Bauhausbücher.
Depois de várias exposições na Galerie Der Sturm, em Berlim, apresenta uma exposição individual no Kunstsalon Fides, em Dresden, e começa a participar em exposições sobre a arte abstrata e as artes aplicadas na Europa e nos Estados Unidos da América (em 1932 está em contacto com o grupo Abstraction-Création em Paris; em 1936 obras suas integram a exposição Cubism and Abstract Art [Cubismo e arte abstrata] no Museum of Modern Art, em Nova Iorque).
Opondo-se à especialização excessiva do ensino, em 1928 deixa a Bauhaus e instala-se em Berlim onde, enquanto artista independente e designer, trabalha sobretudo com têxteis, fotografia e cinema. O seu Modulador espaço luz é finalmente ali apresentado em 1930.
Fugindo ao nazismo que em 1933 acaba de fechar a Bauhaus, em 1934 muda-se para Amesterdão onde trabalha na divulgação e organização de exposições. Em 1935, instala-se em Londres onde lhe é dedicada uma retrospetiva, na London Gallery, em 1937. Seguindo a sugestão do seu amigo Walter Gropius, nesse mesmo ano torna-se diretor da Design School, em Chicago. Dá-lhe o nome de «New Bauhaus – American School of Design» e concebe-a seguindo a mesma organização que em Dessau, mas com um departamento mais importante dedicado à fotografia. Paralelamente, a sua obra figura na exposição de «arte degenerada» organizada pelos nazis em Munique. No entanto, com o fecho da New Bauhaus no ano seguinte, em 1939 decide abrir, sempre em Chicago, a sua própria escola, The School of Design (que em 1944 passará a ser The Institute of Design).
Em 1941, em Nova Iorque, uma exposição intitulada Art of Tomorrow [Arte de amanhã] é dedicada aos seus trabalhos no Museum of Non-Objective Art, que virá a ser o Guggenheim Museum. Depois da sua morte, uma retrospetiva inicialmente organizada neste museu fará uma itinerância de dois anos pelos Estados Unidos. Apesar da sua morte prematura aos cinquenta e um anos, Moholy-Nagy deixa uma obra importante em todos os domínios. Segundo ele, a arte não pode ser dissociada da vida quotidiana e da educação. Graças aos seus textos e ensinamentos, a sua influência foi considerável em todos os anos que se seguiram à guerra.
AC

Obras
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