Ad Reinhardt
Ano, local de nascimento 1913, Estados Unidos
Ano, local de morte 1967
Ad Reinhardt, que manifesta desde adolescente um grande interesse pelo desenho, estuda em Nova Iorque: primeiro, história da arte na Columbia University (um dos seus professores é o historiador da arte Meyer Schapiro); mais tarde, em 1936, pintura na American Artists School (com Carl Holty e Francis Criss) e depois na National Academy of Design (com Karl Anderson). Influenciado pelo cubismo, mas também pelo trabalho de Henri Matisse, no início da década de 1930 produz obras abstratas com motivos geométricos e colagens que a eles vão buscar inspiração. Jamais se interessará pela figuração ou pelo surrealismo.
No fim da década de 1930, a sua pintura carateriza-se por formas geométricas planas de cores vivas. Faz também colagens a partir de ilustrações de jornais. Mais tarde, ao longo da década de 1940, a sua pintura torna-se mais «expressionista», empregando múltiplos traços em todas as direções sobre um fundo monocromático, como as caligrafias entrelaçadas e depois as justaposições de pequenas formas planas de cores vivas. A sua pintura simplifica-se gradualmente, através do jogo de formas geométricas e do número de cores, que diminui.
Em 1936, o seu envolvimento em prol da arte abstrata leva-o a aderir ao grupo dos American Abstract Artists (AAA), uma associação que funciona simultaneamente como editora e organizadora de exposições, onde conhece Stuart Davis. Em 1937, é empregado, como Jackson Pollock ou Louise Nevelson, pelo Federal Art Project, um dos ramos do Works Progress Administration, criado durante a Grande Depressão e que funcionará até 1941. Em 1941, começa a trabalhar em publicidade e na imprensa para sobreviver, mas abandona esta atividade a partir do momento em que apresenta as suas primeiras exposições em Nova Iorque. Em 1943, os seus trabalhos são expostos na Teachers College Gallery da Columbia University e, no ano seguinte, na Artists’ Gallery. A sua primeira exposição individual numa galeria acontece em 1946, na Betty Parsons Gallery, em Nova Iorque, onde irá expor todos os anos até 1960 e, a partir daí, de forma mais irregular.
No início da década de 1950, a sua pintura radicaliza-se em variações sobre uma única cor: o azul, o branco ou o vermelho. Pertence então ao movimento que se apelidou de Hard Edge, que consiste em pintar sobre a tela bandas de cores puras com contornos claramente separados. Em 1953, inicia a série de pinturas escuras, próximas do preto.
Ad Reinhardt é conhecido pelas suas tomadas de posição, por vezes violentas, em relação aos mais diversos temas: participa em debates sobre a função da pintura e a clivagem entre «arte de museu» e «arte de rua»; exprime o seu desacordo com Roberto Matta sobre a função social do artista; manifesta-se contra o Museum of Modern Art (MoMA) a propósito da arte moderna… e, durante toda a sua vida, não deixará de protestar contra exposições em museus ou artigos de jornais.
Em 1944, retoma os estudos de história da arte com Alfred Salmony, vindo a tornar-se professor no Brooklyn College em 1947, atividade que exercerá até à sua morte em 1967. Esporadicamente, apresenta conferências (California School of Fine Arts, São Francisco, 1950; University of Wyoming, Laramie, 1951; Yale University, New Haven, 1952-1953; e Hunter College, Nova Iorque, 1959-1967), o que lhe permite desenvolver as suas teorias – nomeadamente as suas críticas ao expressionismo abstrato.
A sua carreira continua e, em 1955, a revista Fortune situa-o entre os doze primeiros pintores no mercado da arte. Em 1960 e 1963, expõe na Galerie Iris Clert, em Paris. Em 1965, três galerias nova-iorquinas expõem simultaneamente, uma as suas pinturas vermelhas, outra as azuis e a terceira as pretas. Em 1966, pouco antes da sua morte, uma retrospetiva organizada pelo Jewish Museum de Nova Iorque reúne cento e vinte telas.
Devido à economia de meios a que recorre, à sua recusa dos esquemas habituais da pintura, à sua oposição à arte gestual demasiado pessoal e, segundo ele, demasiado fácil, é considerado um dos precursores da Minimal Art (termo empregue pela primeira vez em 1965 pelo filósofo inglês Richard Wollheim num artigo publicado na Arts Magazine em que cita, nomeadamente, Ad Reinhardt). Depois do seu falecimento, a sua obra foi apresentada em todo o mundo, posicionando-o como um dos mais importantes pintores abstratos.
AC
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