Peter Kogler

Peter Kogler
Exposição temporária
Autor(es): 
Peter Kogler
16/03/2009
- 31/05/2009
Piso: 
0
Peter Kogler
Exposição temporária
Autor(es): 
Peter Kogler
16/03/2009
- 31/05/2009
Piso: 
0
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O artista austríaco Peter Kogler (n. 1959) atingiu renome internacional, em finais da década de 1970, com os seus trabalhos relacionados com o espaço e que refletem sobre a natureza e o impacto dos media modernos. Kogler desenvolveu um vocabulário de imagens simbólicas e ornamentais que faz referência à mediatização da sociedade e à sua crescente exposição à tecnologia, bem como aos potenciais e armadilhas que daí decorrem. Os desenhos e objetos de cartão do início da sua carreira, com imagens figurativas modulares, antecipam os seus mais recentes desenhos gerados por computador, nos quais a identidade e a individualidade do ser humano é distorcida e dissipada em retratos anónimos compostos por redes.

O artista encontrou na formiga e no cérebro dois temas básicos que unem o simbólico ao orgânico, fazendo assim referência à interpenetração da natureza e da tecnologia, a realidade e o virtual. O labirinto como símbolo de uma sociedade operada em rede pelos media é outro tema central que Kogler interliga com o espaço real em projeções de vídeo e murais extremamente variados, opondo à estática e tradicional geometria euclidiana do espaço, uma aparência efémera em constante mutação e transformando assim a nossa perceção do mesmo.
Kogler procura um espaço onde os signos já não tenham caráter de imagens, mas onde produzam um efeito inapreensível. Como o próprio diz, com graça, isto levou-o por vezes a representar, para muitos museus que encomendam trabalhos, o artista ideal para fazer uma instalação numa caixa de escadas. Em Lisboa, impregna-se da complexidade do edifício concebido na década de 1980 por Vittorio Gregotti e Manuel Salgado para pensar um grande ambiente.

No Museum moderner Kunst Stiftung Ludwig Wien (MUMOK) em Viena, em 2008, o espaço cúbico levou-o a conceber uma decomposição de cristais. Em Lisboa é uma rede de tubos que vem casar-se com o espaço muito desenhado das salas do Museu Coleção Berardo e convida a um mergulho nas profundezas da estrutura.