Dupla inauguração: "Charlotte Salomon" e "Constelações"
O Museu Coleção Berardo convida para a inauguração das exposições Vida? Ou Teatro?, de Charlotte Salomon, e Constelações: uma coreografia de gestos mínimos, no dia 10 de abril, quarta-feira, às 19h00. ENTRADA LIVRE. Estão todos convidados!
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Charlotte Salomon
Vida? Ou Teatro? /
Charlotte Salomon (1917–1943), artista judia alemã, viveu num mundo em colapso: a guerra que devastava a Europa e os nazis, que assassinavam milhões de judeus. Neste contexto histórico, entre 1940 e 1942, exilada na Riviera Francesa, Salomon produziu os 769 guaches que compõem Vida? Ou Teatro? — dos quais o Museu apresenta 232.
Este Singspiel (ou opereta) é uma magnífica obra de grande originalidade. Charlotte combina os seus conhecimentos literários e musicais com o desenho e a pintura, deixando um impressionante registo da sua história pessoal e familiar e documentando os trágicos acontecimentos daquele período na Europa. Trata-se de um drama visual que oscila entre a autobiografia e a ficção, no qual a representação e a vida se fundem numa união ideal.
A exposição Vida? Ou Teatro? Charlotte Salomon. Berlim, 1917 – Auschwitz, 1943 foi organizada em cooperação com o Museu de História Judaica de Amesterdão.
Curadoria de Éric Corne.
Inauguração: 10 de abril 2019, 19h00
Exposição patente até 11 de agosto.
Constelações:
uma coreografia de gestos mínimos
O objetivo de Constelações: uma coreografia de gestos mínimos é assumir a Coleção Berardo como um território horizontal de investigação no qual surgem «cortes» verticais, incisões na sua estabilização permanente. Neste âmbito, vários artistas nacionais e internacionais serão postos em confronto com obras seminais da coleção. Assim, adotando uma postura anacrónica que mergulha nos diferentes núcleos da exposição, abre-se caminho para um desenho do fluxo entre a História e a sua própria investigação, que visa inquirir conexões intrínsecas entre as vanguardas do século XX e a criação atual. Este conjunto de intervenções, seguindo uma linha narrativa desprendida (e conceptual), reger-se-á pelo conceito filosófico de constelação.
Curadoria de Ana Rito & Hugo Barata.
Inauguração: 10 de abril 2019, 19h00
Exposição patente até 30 de setembro.
Constelações: uma coreografia de gestos mínimos tem obras de: Michaël Borremans, Edgar Martins, Hans Richter, Valie Export, Anthony Ramos, Vito Acconci, António Olaio, João Tabarra, Francisco Vidal, Rui Miguel Leitão Ferreira, Nicolás Paris, Suzan Pitt, Tris Vonna Michell, Elena Damani, David Maljkovic, Haris Epaminonda & Daniel Gustav Cramer, Carla Rebelo, João Seguro, Fernão Cruz, Ana Pérez-Quiroga, Miguelangelo Veiga, Rui Calçada Bastos, Pedro Pousada, Nuno Sousa Vieira, Os Espacialistas, Diogo Evangelista, Rui Toscano, Diogo Pimentão, João Onofre, Louise Lawler, Lawrence Weiner, Felix González-Torres, Gabriel Orozco, Fernanda Fragateiro, Aby Warburg, Alighiero Boetti, Lucio Fontana, Juan Muñoz, Thomas Ruff, Andre Breton, Tristan Tzara, Valentine Hugo, Greta Knutson, Kazimir Malevich, Henri Michaux, Dennis Oppenheim, Piero Manzoni e Eillen Agar.
Imagens de capa:
Charlotte Salomon, guache (inv. 4925) de "Vida? Ou Teatro?", 1940–1942, Villefranche-sur-Mer, França. Coleção Joods Historisch Museum, Amsterdam. © Charlotte Salomon Foundation
Edgar Martins, "Examples of Photography as Catachresis", da série "What Photography Has in Common With an Empty Vase", 2018. Impressão a resina a preto e branco. Cortesia: Galeria Filomena Soares.
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Museu Coleção Berardo
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